DICAS PRECIOSAS PARA MANTER SEU PNEU EM DIA

Os pneus das motos são responsáveis pelo contato que a máquina tem com o solo, é por meio deles que a locomoção do veículo pode ser feita, não sem antes uma série de engrenagens que brotam do interior do motor chegar até a corrente. Então, fique atento, porque hoje é o dia de desvendar o pneu, um dos principais componentes das motocas.

Pneu de Honda Biz

Calibragem
Principal ator por fazer as motos se deslocarem, os pneus também são responsáveis por criar atrito no asfalto e, consequentemente, instituir uma força de arrasto maior. É como as aves: as asas as mantêm no céu, mas também dificultam as chances de voar mais rápido por causa do atrito que os membros de nossos amigos plumados exercem sobre o ar. Ok, deixemos as aves de lado. Gerando o arrasto, o que vai determinar a quantidade maior ou menor de combustível consumido, neste quesito, é a calibragem. “A calibragem correta pode ser encontrada nos manuais dos proprietários das motocicletas e na própria motocicleta. Sempre observar o que o fabricante da motocicleta indica, pois além de depender do peso do veículo e da carga, existe a distribuição de peso entre os eixos, da potência e da velocidade que o veículo pode alcançar”, explica o gerente técnico da Rinaldi Pneus, João Umberto Volpato. O gerente também afirma que “pneus com baixa pressão de inflação causam superaquecimento, diminuem a resistência ao rolamento na estrada, provocam o desgaste irregular, danos internos e rachaduras, reduzindo desta forma sua vida útil. Além disso, pode elevar o consumo de combustível com o aumento da área de contato. Já os pneus com pressão de inflação alta tornam o veículo mais ‘duro’, sujeitando-os a danos por impacto, desgaste acentuado no centro da banda de rodagem, entre outros problemas”. Quem vai se dar pior, para início de conversa, é a famosa banda de rodagem, feita de vários tipos de borrachas sintéticas, que vai se desgastar irregularmente. Apesar de tudo isso, as motos não precisam passar por rodízios, como acontece costumeiramente com os carros. Segundo Volpato, “os pneus dianteiros normalmente possuem diâmetro diferente do traseiro, logo, não é possível fazer o rodízio. Mesmo quando os diâmetros dianteiro e traseiro são iguais, medidas como largura são distintas, bem como as capacidades de carga e de velocidade”. Também não vale usar pneus recauchutados ou que tenham recebido qualquer tipo de reforma, já que não existe qualquer processo de controle de qualidade.

Calibragem de pneu

Troca
Certamente as trocas devem obedecer às especificações do fabricante, porém, os pneus, como qualquer outro produto têm uma validade. “Eles possuem prazo de validade, normalmente cinco anos da data de fabricação. O que deve ser levado em consideração é como o pneu está ou foi utilizado e o índice de desgaste que cada pneu possui, também identificado no pneu com T.W.I. (Tread Wear Indicator) ou com um triângulo, no ombro do pneu, mas com o indicativo na banda de rodagem. Quando o desgaste da banda de rodagem estiver alcançando o T.W.I., é recomendada a sua troca. Esta regra vale para pneus bem utilizados e sem danos sofridos”, diz Volpato. É desnecessário dizer que pneus em más condições de uso devem ser trocados imediatamente, evitando qualquer risco de acidente.

Bolhas 
E já que o assunto é acidente, devemos ficar atento às bolhas que podem aparecer nos pneus. Esses componentes são feitos de várias camadas de tecidos, que quando passam por um processo de vulcanização se fundem e deixam o pneu com um aspecto uniforme, pronto para rodar. Contudo, uma topada mais forte, um buraco meio invisível no meio da noite pode romper essas camadas, e conforme a moto vai rodando, o pneu danificado vai soltando as fibras internas dos tecidos. Com isso, o aquecimento do pneu vai aumentar e o calor fará aumentar o espaço danificado, e quando menos esperar o motociclista verá a bolha saltando aos olhos. Neste caso, só há uma coisa a fazer: trocar. “Bolhas podem se alastrar e causar até o rompimento ou separação da banda de rodagem ou o desbalanceamento do pneu, vibração, entre outros danos que podem acarretar num sério acidente”, diz o gerente.

Bolha em pneu

Outros fatores 
Causas diversas podem acelerar o desgaste dos pneus, a mais comum é a forma de pilotar. Volpato diz que “é fundamental dirigir com regularidade e com velocidades compatíveis com o tipo de estrada. Por estes motivos, a maneira de dirigir influi diretamente no desempenho final do pneu. Evite freadas e acelerações bruscas”.
As estradas também levam grande culpa nesse ciclo, para o gerente “o tipo de pavimento tem influência direta na vida dos pneus. Quanto mais abrasiva e precária a condição do pavimento, menor será sua vida útil (quilometragem). Estradas com muitas curvas, desníveis, subidas e descidas exigem mais do pneu. Os efeitos de arrastamento, freadas e acelerações diminuem também sua duração. Devem-se evitar impactos violentos contra obstáculos, buracos, meio fio, que podem danificar a carcaça”.

Do que é feito um pneu 
Feixe de cabos do talão: são cabos super-resistentes cobertos com borracha;
Carcaça do pneu: é um componente do pneu feito de vários tipos de lona;
Flanco : são responsáveis pela estabilidade lateral do pneu;
Banda de rodagem: é feito de misturas de borrachas sintéticas;

Como é produzido 
A construção de um pneu passa por um processo produtivo bem complexo, que vai desde a preparação da borracha até a produção de itens para compor o produto final. As partes de um pneu contam com propriedades físicas e químicas diferentes. Cada detalhe é estudado para alcançar sempre o melhor desempenho.
O processo de fabricação é controlado e ocorre de acordo com especificações técnicas e procedimentos pré-determinados. O objetivo é garantir aspectos como segurança, uniformidade de peso e geometria, simetria, controle de compostos de borracha, grau de vulcanização, repetibilidade do processo e rastreabilidade, entre outros.

Cuidados com os pneus
1- As pressões devem ser verificadas regularmente em pneus frios (incluindo o de reserva). Nunca reduza a pressão do ar enquanto os pneus estiverem quentes, pois é normal que ela cresça além das pressões frias.
2- Os pneus devem ser substituídos quando suas superfícies demonstrarem sinais de desgaste, mesmo que o desgaste seja somente parcial (ex.: desgaste irregular).
3- Quando ocorrerem impactos ou furos verifique também a parte interna do pneu.
4- Cumpra o código de velocidade e o índice de carga.
5- O estilo e a velocidade da direção afetam diretamente a vida dos pneus.
6- Faça uma verificação geral de condição dos pneus regularmente.
7- Nunca estacione sobre locais com óleo, solvente, etc.; eles podem causar danos aos pneus.

Dicas de segurança 
• Antes de montar o pneu, verifique o estado do aro. Aros danificados criam vibrações e reduzem a estabilidade da motocicleta.
• Monte o pneu observando a seta indicativa no sentido de rodagem.
• Após a montagem, examine o ajuste entre o aro e as bordas dos talões.
• Use sempre a pressão correta para cada tipo de pneu, o que proporciona maior vida útil, excelente capacidade de aderência ao solo e maior estabilidade da motocicleta.
• Verifique sempre a calibragem indicada pelo fabricante.
• Em caso de carga, evite o superaquecimento do pneu, aumentando a calibragem (2 lbs/in2 no dianteiro e 4 lbs/in2 no traseiro).
• Pneu novo requer uma câmara nova.
• A utilização incorreta do produto, bem como impactos violentos, podem originar fissuras internas nos pneus, que podem não ser evidenciadas de imediato.
• A vida útil do pneu depende também da boa montagem. Por isso, siga corretamente as dicas.

Dicas de armazenamento 
Temperatura: tentar evitar extremos e temperaturas variadas durante o armazenamento. Mantenha os pneus longe da luz solar ou de fontes de calor,pois evitará o envelhecimento precoce.
Ozônio: não armazenar pneus na presença de motores elétricos. A alta concentração de ozônio acelera o envelhecimento do pneu.
Óleo e gasolina: o contato prolongado com óleo e gasolina causa contaminação da borracha, tornando o pneu inapto para o uso. Não usar nenhum pneu que esteja exposto a óleo, gasolina, corrosivos ou líquidos não compatíveis com a borracha.

Evitar a umidade e água no interior do pneu 
Evitar estocar os pneus de forma aleatória, pois podem sofrer deformações na banda de rodagem e ter sua estrutura comprometida. Pneus sem câmara de ar podem apresentar vazamento.
A posição adequada para armazenar é na vertical, apoiado em dois pontos, um ao lado do outro.

O que deve ser evitado 
1. Sobrecarregar a motocicleta e, consequentemente, os pneus.
2. Utilizar medidas não compatíveis com o índice de carga/velocidade da motocicleta.
3. Utilização de câmaras de ar inadequadas.
4. Utilizar pressões diferentes das recomendações do fabricante da motocicleta.
5. Uso de pneus de marcas diferentes na dianteira e na traseira do veículo.

Fonte: Jornal Motovrum

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Qual a hora certa para a troca de óleo?

“Eu troco o óleo toda semana”. “Não deixo passar dos 1.000 km”. “O ideal é trocar na metade do recomendado pelo fabricante”. Esses são apenas alguns dos mitos que existem sobre a troca de óleo nas motos. Perdido no meio dessa confusão toda, o motociclista, que se preocupa com a manutenção do seu veículo, fica sem saber qual a hora certa de troca o óleo de sua moto.

A dúvida não deveria nem existir, afinal em todo “Manual do Proprietário” que acompanha as motocicletas há as recomendações dos fabricantes sobre o óleo correto e o intervalo entre cada troca de óleo. Mas o que fazer quando até mesmo na própria concessionária autorizada o mecânico recomenda substituir o fluido antes do recomendado?

“Realmente, 90% dos mecânicos que recebem treinamento trocam na metade do intervalo recomendado”, admite Alexandre Hernandes, Instrutor Técnico da Yamaha Motor. Responsável por capacitar os mecânicos das oficinas autorizadas, Alexandre afirma que isso acontece porque os mecânicos acreditam que dessa forma o motor dura mais. “Essa idéia vem da década de 80 quando os óleos duravam menos. Agora a tecnologia dos óleos evoluiu muito e o fluido dura mais”, explica.

Ao longo dos anos, assim como as motos, os óleos evoluíram. Tanto na viscosidade como nas especificações da API (American Petroleum Institute). “Antes os óleos atendiam normas mais antigas da API, agora o Yamalube, óleo recomendado pela Yamaha para suas motos, atende à norma SL, quer dizer uma especificação mais moderna, o que permite um maior intervalo na hora de trocar o óleo”, ressalta o Instrutor da Yamaha.

Nas motos de baixa cilindrada da marca, como por exemplo, a YBR 125 Factor, a fábrica recomenda a troca de óleo a cada 3.000 km – exceto na primeira troca que deve ser feita aos 1.000 km junto com a revisão. Porém, uma rápida visita aos fóruns na internet ou uma conversa com motociclistas mostra que a maioria faz a substituição a cada 1.000 km, inclusive com recomendação da concessionária. “Os concessionários recomendam isso porque sabem que a maioria dos clientes não verifica o nível do óleo entre as trocas. Então para evitar problemas recomendam que se troque o óleo na metade do tempo”, justifica Alexandre.

Alexandre aproveita para alertar os motociclistas: “mesmo que a troca seja recomendada a cada 3000 km o motociclista precisa verificar o nível de óleo periodicamente e, se necessário for, completar com o mesmo óleo utilizado”. Se o motociclista utilizar um óleo diferente, o fluido pode perder suas características, alerta ele.

O engenheiro da Honda, Alfredo Guedes, faz coro e admite que a troca do óleo antes mesmo que o recomendado pela montadora também acontece em concessionárias da marca. “O consumidor é resistente a mudanças. Antes, quando o óleo tinha especificação inferior, a troca devia ser feita aos 1500 km. Desde a CG 150, passamos a recomendar o óleo Móbil Super Moto 4T que tem viscosidade 20W50 e atende à norma API SF, portanto as trocas passaram para cada 4000 km. Com exceção da primeira que deve ser feita obrigatoriamente aos 1000 km ou após seis meses.”, explica Guedes.

A validade do óleo também é outro fator a ser levado em conta. Após sair da embalagem o óleo dura seis meses. Mesmo que a moto não rode a quilometragem indicada, depois desse período o óleo deve ser substituído. “Mas trocar o óleo toda semana ou a cada 1000 km, além de jogar dinheiro fora, o motociclista vai gerar resíduos desnecessários para o meio ambiente”, relembra o engenheiro que há 14 anos trabalha na Honda.

O óleo certo

Alfredo Guedes também alerta para o uso do óleo correto, ou seja, aquele recomendado pela montadora. “O consumidor deve sempre usar o óleo recomendado pelo fabricante. Pois já fizemos exaustivos testes em bancadas, ou rodando em condições severas. Muitos proprietários de motos maiores, como a CBR 600RR, por exemplo, querem usar óleo de base sintética, porque acham que é melhor. Não recomendamos”, avisa o engenheiro.

Segundo ele, os óleos de base sintética podem formar uma película nos discos de embreagem e reduzir o atrito. Com isso a embreagem pode começar a patinar. “Alguns fabricantes de óleo sintéticos afirmam que isso não acontece mais, porém a Honda ainda não testou esses óleos e o motociclista não deve utilizá-lo em nossas motocicletas. Exceto alguns modelos de competição que têm embreagem a seco”, reforça ele.

A maioria das motos de rua tem discos de embreagem banhados a óleo. Enquanto nos carros há um lubrificante específico para o motor e outro para a caixa de transmissão, na maioria das motos com motores quatro tempos à venda no Brasil o mesmo óleo que lubrifica cilindros e pistões, lubrifica também a caixa de marchas e a embreagem. “Por isso nunca se deve usar óleo de carro em motocicletas”, conclui Alexandre Hernandes, instrutor da Yamaha.

Conclusão

Para saber qual a hora certa de trocar o óleo de sua moto a principal recomendação dos fabricantes é só uma: seguir à risca o “Manual do Proprietário”. Tanto em relação ao óleo a ser utilizado quanto ao intervalo entre as trocas. Com isso, segundo o Instrutor da Yamaha, o motociclista tem a garantia de estar cuidando bem da lubrificação de sua moto. “Seguindo o Manual não tem erro, não tem xabu”, reforça Alfredo da Honda.

5 dicas sobre troca de óleo:
1) Nunca use óleo de carros em motocicletas
2) O óleo certo para cada modelo de moto é o recomendado pelo fabricante
3) Verifique o nível do óleo semanalmente
4) Na troca de óleo, verifique a necessidade de substituir os filtros de óleo e ar da motocicleta
5) Caso sua moto não rode muito, troque o óleo a cada seis meses

(fonte: Equipe MOTO.com.br)

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Veja dicas para a bateria da moto durar mais

A manutenção da bateria da moto não requer muito trabalho, mas, apesar disso, é importante ter em mente os cuidados necessários para a sua vida útil, o que a maioria só lembra no momento de uma pane. Segundo especialistas, as baterias de moto duram em média três anos, falando especificamente das seladas, ou livres de manutenção, que são as utilizadas pelas maiorias das motos atualmente. Nas baterias convencionais, destinadas principalmente para motos mais antigas, a durabilidade cai para 1 ano e meio.

Voltímetro mostra se há fuga de corrente em bateria selada, a mais comum (Foto: Rafael Miotto/ G1)

Voltímetro mostra se há fuga de corrente em bateria selada, a mais comum (Foto: Rafael Miotto/ G1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A instalação de equipamentos, como alarmes e rastreadores, exige atenção porque eles podem causar a fuga de corrente. “Se isto ocorrer, a bateria pode não ter força suficiente para fazer a moto ligar”, alerta Edson Esteves, professor de engenharia mecânica automobilística do Centro Universitário Fundação Educacional Inaciana (FEI). O engenheiro indica que a instalação seja feita somente em locais de confiança.

Outra dica é não deixar a moto parada por muito tempo, um problema para quem usa apenas aos fins de semana, por exemplo. “Se rodar, ao menos 5 km por dia, pode prolongar a vida útil da bateria para até quatro anos”, acrescenta Esteves. O desuso e a rodagem por curtos períodos contribuem significativamente para o descarregamento da bateria, sobretudo das motos equipadas com alarmes e rastreadores, que acabam consumindo mais energia. “É importante não deixar a moto parada por uma semana que seja”, recomenda Rony Sousa, consultor de concessionária em São Paulo.

Andar com a moto regularmente aumenta a vida útil da bateria (Foto: Rafael Miotto/ G1)

Andar com a moto regularmente aumenta a vida útil da bateria (Foto: Rafael Miotto/ G1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo as motos que não têm tantos acessórios sofrem ao ficarem paradas. “Com mais de 3 meses sem uso, a bateria já começa a demonstrar sinais de fadiga”, diz Nelson Codonho, dono de loja e oficina especializada também na capital paulista.

Madeira no pé
Ele sugere o uso de um apoio de madeira ou borracha no “pezinho” que sustenta a moto quando parada. “Como a peça é de ferro e está em contato com o chão, cria-se uma corrente – como um fio terra – e toda a energia da bateria é dissipada. Tomando este cuidado, ela pode durar até 6 meses sem ser utilizada, já que a peça de apoio isola a corrente que passa pelo pezinho da moto”, explica Codonho.

Ainda há outro artifício para evitar fuga de corrente. “Se a moto ficar parada por muito tempo, você pode desconectar os cabos da bateria, impedindo que a energia seja perdida”, aconselha Esteves. Nesse caso, é importante saber a ordem da retirada dos cabos. “Primeiro, deve-se desconectar o cabo negativo e depois o positivo (protegido por uma capa de borracha), para que não haja um curto que prejudique os acessórios elétricos da moto. Na hora da montagem, é o inverso, primeiro o positivo e depois o negativo”, orienta o consultor Sousa (veja fotos abaixo).

Se for preciso desconectar os cabos, primeiro deve-se desligar o cabo negativo... (Foto: Fernando Garcia/ G1)

Se for preciso desconectar os cabos, primeiro deve-se desligar o cabo negativo... (Foto: Fernando Garcia/ G1)

 

... e depois o cabo positivo, que é coberto por uma capa de borracha (Foto: Fernando Garcia/ G1)

... e depois o cabo positivo, que é coberto por uma capa de borracha (Foto: Fernando Garcia/ G1)

 

 

 

 

 

Outro problema que pode ser resolvido com a desconexão dos cabos é a oxidação (formação de zinabre) na zona dos terminais ou bornes (polos positivos e negativos). “Estes depósitos podem dificultar a passagem da corrente elétrica. Por isso, caso os bornes estejam oxidados, é necessário remover os cabos e limpá-los com água quente ou uma mistura de água com querosene”, recomenda Sousa.

Check-up periódico
No inverno e em períodos chuvosos a vigilância sobre a bateria deve ser redobrada. A baixa temperatura faz o motor exigir mais força da bateria para girá-lo, pois o óleo fica mais grosso. A umidade pode provocar curto, por exemplo, em lâmpadas, o que fará consumir a carga erroneamente.

Mesmo que não exista sinais de problemas na bateria, é válido examiná-la periodicamente. “Se a bateria tem mais de um ano ou vai utilizá-la em uma viagem longa, o ideal é fazer uma inspenção em uma oficina”, diz o professor Esteves, da FEI. Oficinas especializadas possuem equipamentos específicos que medem a carga da energia da bateria e também verificam se existe fuga de corrente.

Este aparelho verifica se a carga da bateria está completa (Foto: Rafael Miotto/ G1)

Este aparelho verifica se a carga da bateria está completa (Foto: Rafael Miotto/ G1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se isso ocorrer, caso a bateria ainda esteja boa para uso, ela poderá receber uma carga elétrica. Se não houver solução, o recomendado é trocá-la. Os modelos convencionais custam em média R$ 110, enquanto a bateria selada tem valor em torno de R$ 150.

Baterias convencionais
Apesar de cada vez mais raras no mercado, algumas motos novas ainda são equipadas com baterias convencionais e requerem mais trabalho na manutenção. Elas precisam ser completadas com água destilada para manter a funcionalidade.

ensímetro mede a densidade da solução da bateria convencional (Foto: Fernando Garcia/ G1)

ensímetro mede a densidade da solução da bateria convencional (Foto: Fernando Garcia/ G1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com o especialista André Lorenz, deve-se levar a moto equipada com esse tipo de bateria a uma oficina de confiança para avaliação de carga e também para medir a densidade da solução que existe nela. “Examinar semanalmente o nível da água e, se necessário, completar com água destilada ou desmineralizada, sem ultrapassar o nível, é o principal cuidado com este tipo de bateria. Isso vai garantir uma vida útil prolongada”, explica.

E se parar de funcionar?
Caso o motociclista tente ligar a moto e o sistema não funcione, os especialistas indicam que chame socorro mecânico ou realize a chamada “chupeta”, conectando cabos especiais a uma bateria de outra moto que esteja em funcionamento.

Como nem todas motos possuem o pedal de partida mecânico, no momento de pane muitos utilizam o artifício do tranco, que, no entanto, só deve ser usado em último caso. “Não é recomendável, pois faz o processo contrário para o funcionamento do sistema e pode danificar a moto, principalmente as mais novas com injeção eletrônica”, explica o engenheiro Sousa.

(fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/03/veja-dicas-para-bateria-da-moto-durar-mais.html)

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Contornando as Curvas com Segurança

O texto abaixo foi escrito por Paul Nuccio, Instrutor Líder do Rider’s Edge. Trecho extraído da revista americana HOG Tales, edição Julho/Agosto de 2005, sessão Between the Lines.

“Uma das coisas mais agradáveis do motociclismo é fazer curvas: abrir caminho, de forma artística, em uma estrada sinuosa, sempre em completo controle de sua máquina.

Você sabe o que eu digo: diminuir para a velocidade exata de entrada, olhar à frente para ver o que a curva nos reserva, fazer o contra-esterço e acelerar suavemente enquanto contornamos a curva.

O que? Não é assim que você pensa quando faz uma curva? Bom, talvez seja apenas o instrutor dentro de mim que pensa desse jeito. Ou talvez a técnica apropriada que acabei de descrever já faça parte de você e é realizada automaticamente.

Ou talvez – apenas talvez – você nunca teve a chance de aprender essa técnica. Não importa o seu grau de experiência e treinamento, é sempre bom saber o máximo possível a respeito de fazer curvas. Afinal, erros de curva são causas comuns de acidentes de motocicleta.

O curso Rider’s Edge e a MSF (Motorcycle Safety Foundation) criaram um método oficial, separado em 4 etapas: Diminua, Olhe, Puxe e Acelere.

DIMINUA

A primeira dica para fazer uma curva de forma apropriada é entrar nela na velocidade correta, seja freando, reduzindo marchas ou simplesmente tirando a mão do acelerador. Em qualquer caso, lembre-se que é sempre melhor entrar devagar demais do que rápido demais, especialmente em estradas desconhecidas, onde não se sabe o que a curva nos reserva. Se você entrar muito devagar, sempre poderá aumentar a velocidade enquanto faz a curva, mas se entrar rápido demais… bem, aí você abre chance para uma série de infelizes possibilidades.

A utilização do freio dentro de uma curva é sempre problemático, pois compromete a tração e aumenta a possibilidade de derrapagem ou perda de controle da motocicleta. Se você entrar rápido demais e não brecar, estará correndo o risco de atravessar a pista e ir de encontro a sabe-se lá o quê (de acordo com a MSF, sair da estrada em curvas é responsável por 40% de todas as fatalidades que ocorrem com motociclistas).

Outra coisa importante é reduzir as marchas enquanto diminui a velocidade, porque a motocicleta precisará estar na marcha apropriada quando você chegar no ponto de precisar acelerá-la, ao final da curva.

Em resumo: use sempre ambos os freios, reduza a marcha e sempre erre entrando na curva devagar demais do que rápido demais.

OLHE

Aproximando-se da curva na velocidade apropriada também lhe dá uma melhor oportunidade de executar esse passo: virar a cabeça e olhar onde você quer que a moto vá.

Olhe sempre para frente e nunca para o chão, vire a cabeça em direção da curva e olhe o mais longe que puder. Isso irá auxiliar em pelo menos dois aspectos: ajuda a obter o máximo possível de informações sobre o que esperar adiante e diz ao resto do seu corpo o que fazer.

Sempre observe com atenção o que está acontecendo adiante da estrada: a acentuação da curva, obstáculos potenciais, animais, buracos, óleo ou água… Enfim, qualquer coisa que possa prejudicá-lo a realizar a curva da melhor forma possível.

A reação para esses possíveis obstáculos deverá ser feita sempre com a máxima antecedência, desacelerando a moto, mudando a trajetória ou mesmo realizando uma freada de emergência, se necessário.

Lembre-se: só é necessário um evento ou circunstância completamente inesperada para pôr fim a um dia de passeio… ou coisa pior.

Muitos instrutores enfatizam a necessidade de treinar a “virada da cabeça” em direção da curva, pois, apesar de não ser uma atitude natural, ela é fundamental para alertar o corpo de suas intenções.

APERTE

A curva deve ser iniciada empurrando o guidão para o lado da curva(exemplo: empurre à frente o guidão esquerdo da moto para fazer uma curva à esquerda). Essa técnica facilitará que a moto deite na curva e é um fenômeno da física, denominado contra-esterço.

O que mantém a motocicleta reta é o efeito giroscópio das rodas girando. Por isso ela é tão estável em alta velocidade, mas cai facilmente quando você diminui ou pára.

Esse efeito da física faz coisas inesperadas, como no caso do contra-esterço, por exemplo, quando você empurra o guidão levemente para o lado esquerdo, o efeito giroscópio puxa a moto para o lado direito e ajuda a deitá-la.

ACELERE

O último passo no processo de realizar uma curva perfeita é acelerar suavemente durante a curva. Mantendo uma aceleração constante irá ajudar a estabilizar a suspensão da moto, maximizando a tração.

O fundamental é não exagerar na aceleração e mantê-la constante.

No final da curva recomenda-se que a aceleração seja aumentada, pois isso irá naturalmente ajudar a motocicleta a voltar para a posição vertical.

O TRAÇADO

Outro aspecto importante é escolher o melhor traçado da curva.

Basicamente inicia-se a curva de forma aberta e fecha-se o traçado durante a curva.

Essa técnica faz o traçado ficar o mais reto possível.”

(fonte: viagemdemoto.com)

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Airbag para motos chega ao Brasil

Agora os motociclistas brasileiros podem contar com um acessório de segurança a mais: o airbag para motos. Criado com o mesmo princípio tecnológico dos airbags de automóveis, o item promete reduzir em mais de 80% os índices de fraturas e lesões provocadas por acidentes. Quando o motociclista é ejetado da moto, o colete infla – em até 0,25 segundo – criando uma barreira protetora para pontos do corpo como torax, coluna vertebral, cocs e cervical. Isso acontece graças a um cartucho de gás CO2 que pode ser substituído tornando a jaqueta reutilizável.

Uma das empresas que traz a novidade para o país é a marca japonesa Mugen Denko, que criou e patenteou o produto. São três modelos de jaqueta à venda na internet, que partem de R$ 1.799 e chegam a custar R$ 2.762. Já o cartucho de CO2 pode ser adquirido por R$ 73. Para os motociclistas que procuram um preço mais acessível, o website airbag moto oferece algumas opções. O modelo mais barato sai por R$ 479 e o cilindro por R$ 49.

O acessório funciona a partir de um cabo preso à moto e à jaqueta do condutor. Confira o vídeo abaixo que explica, em português, o funcionamento e a instalação do produto.

Airbag para motos

Fonte: revistaautoesporte.globo.com

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Consórcio é melhor opção para moto zero

Os preços da motos novas caíram entre 0,89% e 1,83% no início de 2012, nas cinco principais marcas que atuam no mercado brasileiro, na comparação com o último mês do ano passado. A Honda teve redução de 1,83%, seguida pela Kasinski e Dafra, com quedas nos preços de 1,56% e 1,14%, respectivamente.

O momento é bom para comprar uma moto zero-quilômetro, mas pode se tornar um negócio melhor ainda se o motociclista optar pelo consórcio. Além de vantagens diferenciadas oferecidas pelas marcas, o valor final do consórcio chega a ser 30% menor do que o financiamento.

“As motos são um dos principais elementos de inclusão social na sociedade moderna. Graças a ela, muitos realizaram o sonho de ter seu meio de transporte”, disse Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Abraciclo ( Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

Competitividade/ As fabricantes de motos promovem um disputa acirrada no mercado de consórcios.

Só nos últimos três meses foram emplacadas meio milhão de motos no país. Cerca de um terço foi adquirida por meio de consórcio.

Neste tipo de compra, o cliente entra em um grupo e a cada parcela paga tem direito a participar do sorteio ou fazer um lance. A maioria das marcas não cobra taxa de adesão. Entre as novidades das montadoras estão dois sorteios no mês e a utilização da moto usada no lance. No geral, com um lance de 30% do valor é possível arrematar a moto nova.

Clientes C e D dominam o mercado de motos
De acordo com a Abraciclo, associação das marcas do setor, mais de 85% dos consumidores de motos novas no Brasil são das classes C e D. Segundo a Abraciclo, esse é o perfil de consumidor que recorre a linhas de crédito e consórcios.

6,89%
foi quanto cresceu o emplacamento em janeiro de 2012

Honda fez um milhão de consórcios em 2011
No ano passado, a Honda fez um milhão de consórcio. A líder do mercado de motos teve o seu melhor desempenho em 31 anos no ramo de consórcios. Foi um crescimento de 12% sobre 2010.

Fonte: Rede Bom Dia

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Crianças em moto: cuidado redobrado!

Pilotar carregando um passageiro exige muito mais responsabilidade, habilidade e experiência. Transportar crianças requer cuidados em dobro, além disso, o transporte de crianças menores de sete anos em motos é proibido por lei. “Crianças abaixo desta idade não têm os reflexos e a habilidade necessária para se proteger numa eventualidade”, diz Elaine Sizilo, pedagoga especialista e consultora do Portal do Trânsito.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, no Brasil morrem por dia seis crianças de até 14 anos em acidentes de trânsito. Por ainda estar em fase de desenvolvimento, um menor sofre um acidente com mais severidade do que um adulto porque a sua estrutura óssea e órgãos internos ainda não estão totalmente desenvolvidos.

Apesar dessas informações, muitos pais se arriscam. “Eu não tenho outra maneira de levar a minha filha para a escola, coloco um capacete nela e ando bem devagar”, afirma Michael Matias, de 27 anos. Para Elaine Sizilo, o fato de não transitar em alta velocidade não elimina o risco a que a criança está exposta. “Os pequenos são extremamente frágeis e qualquer queda pode ter consequências sérias”, afirma.

A única maneira de prevenir estes acidentes é não infringir a lei. “O que importa não é se livrar da multa é proteger a criança”, conclui Sizilo.

Transporte correto
Para os maiores, alguns cuidados também podem evitar acidentes. O passageiro, por exemplo, não deve tirar os pés das pedaleiras nas paradas. Além disso, tem que manter as pernas e a roupa longe do escapamento e segurar o piloto em sua cintura ou quadril.

É importante também o piloto alertar o passageiro antes de fazer qualquer manobra súbita.

Fonte: Portal do Trânsito

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Veja dicas para comprar moto usada

Veja esta excelente matéria, publicada no site do Auto Esporte, e depois confira nossas super ofertas: http://www.blokton.com.br/MOTOS1/Seminovas

 

O instalador de acessórios automotivos Bruno Augusto Rivera pensou que estava fazendo um bom negócio ao comprar a moto usada de um amigo. Há 6 meses, ele adquiriu uma Honda Sahara 1997 com 39.000 km rodados por R$ 4 mil. “Aparentemente a moto estava em boas condições e ele me disse que precisava substituir apenas um disco de embreagem”, relata. Porém, depois de 17 dias, a moto já começou a apresentar outros problemas.

Na Sahara de Rivera havia uma série de defeitos entre tensor e corrente de comando, válvulas de cabeçote, placa de partida e bomba e filtro de óleo, que precisaram ser substituídos, além de uma retífica de pistões e anéis. “Cheguei a reclamar ao antigo dono, mas ele não quis assumir a causa. Aí preferi arcar com todo o prejuízo, que ficou em R$ 1.500, entre peças e mão-de-obra”, lamenta. Atualmente, a motocicleta de Bruno está passando por uma revisão.

O ideal, antes de comprar uma moto de segunda mão – desde que esteja em bom estado geral – é levá-la para ser avaliada por um mecânico de confiança. “Aconselho a pesquisar bastante e não comprar por impulso”, alerta João Itamar, gerente de pós-venda da concessionária Comstar, em São Paulo. Algumas “armadilhas” podem ser facilmente detectadas com uma inspeção visual no veículo. O G1 ouviu especialistas para saber quais são os pontos a checar.

A aparência vai revelar o cuidado que o atual dono teve com a moto. Por isso, a melhor maneira de descobrir o estado geral é ver se há pontos de ferrugem, raspões, riscos, trincas, manchas, opacidade dos componentes, peças e acessórios soltos e desregulados, etc. Procure também por soldas feitas recentemente e desconfie se a moto antiga estiver com a pintura muito nova, o que pode ser sinal de reforma.

Outra maneira de descobrir possíveis indícios de tombo ou batida, é checar o estado de guidão, manetes, retrovisores, escapamentos, lanternas e demais acessórios, que não podem conter riscos ou trincas. “Caso a moto estiver com qualquer um destes defeitos, aconselho a desistir da compra, pois é um forte sinal de que ela já tenha sofrido uma colisão. Qualquer desalinhamento de rodas ou suspensão, ainda que leves, no futuro pode trazer consequências ao novo proprietário”, aconselha Edson Esteves, professor de engenharia mecânica do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI).

Além disso, Esteves aconselha a fazer um test drive, pois através dele é possível notar alguns problemas com desalinhamento. “Uma moto com o quadro ou suspensão empenada tende a inclinar para um dos lados ao virar o guidão e, futuramente, vai comprometer outros componentes como os pneus que vão desgastar com mais facilidade em um dos lados”, explica.

Por falar neles, verifique se há desgastes irregulares, ou seja, o lado esquerdo mais gasto que o direito, por exemplo. “O desgaste tem de ser uniforme na parte central do pneu, tanto o dianteiro, quanto o traseiro”, diz o empresário Robson Portela, da oficina especializada em motos nacionais e importadas LR Motos, de São Paulo . Os especialistas alertam para o fato de que algumas lojas de motos podem tentar mascarar o problema instalando pneus novos. A dica é desconfiar de motos muito usadas com pneus novos.

Outro ponto fundamental é a parte elétrica. Peça ao vendedor retirar todos os componentes que cobrem o chicote elétrico, como o assento e a carenagem plástica. A fiação precisa estar em ordem e sem emendas ou descascadas. “Aproveite e teste o funcionamento dos faróis, luzes repetidoras de direção (setas), luz de freio e buzina, completa.

Para avaliar o sistema de escapamento, a melhor forma é ligar a moto, para verificar ruídos excessivos no funcionamento, o que pode indicar furos nos canos. “Evite comprar as unidades com escapamento esportivo, pois as chances de serem reprovadas em uma inspeção veicular obrigatória, se houver no seu estado ou cidade, serão grandes”, revela Portela.

O que diz o hodômetro
Nem sempre a boa aparência é garantia de aquisição segura. “Aconselho as pessoas a tomarem cuidado com motos muito rodadas. Uma moto do ano 2006 com o hodômetro marcando 50.000 km, por exemplo, já é bom fugir, pois nem sempre o antigo dono fez as devidas revisões recomendadas pelo fabricante”, explica o gerente de pós-venda, João Itamar.

Por falar em quilometragem, atenção com as motos ‘pouco rodadas’. Apesar do que aparece no hodômetro, elas podem revelar a idade avançada em outros pontos, como pedaleira gasta. “Uma moto com 5.000 km, por exemplo, não pode ter este componente desgastado. Quando abaixar para ver as pedaleiras, aproveite para ver se não estão raladas, sinal de tombo”, indica Itamar.

Outra regra importante ao comprar a moto usada, principalmente de lojista, é exigir o serviço de mapeamento realizado através de um equipamento apropriado como o analisador de gases, por exemplo. Com ele, é possível diagnosticar alterações, como emissões de gases e ruídos, fora do padrão exigido, por exemplo, pela Controlar -órgão de inspeção ambiental veicular, que atua em São Paulo.

A visita ao mecânico vale para verificar itens “como as trocas de óleo do motor, freios dianteiro e traseiro, pneus etc”, explica o empresário Robson. O especialista saberá verifcar o alinhamento do chassi e o conjunto da suspensão. Se qualquer um destes componentes estiver minimamente desalinhado, é possível que a moto já tenha sofrido uma colisão.

Seus direitos
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a pessoa que adquirir qualquer veículo – novo ou usado- em estabelecimentos comerciais e descobrir algum tipo de problema tem um prazo de 90 dias para fazer reclamação à loja.

“Caso o defeito não seja solucionado em 30 dias, a pessoa poderá exigir a troca do veículo por outro da mesma espécie ou cancelar a compra, com a devolução da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço”, explica Carina Minc, assessora técnica do Procon-SP. Além da garantia estabelecida de 90 dias, a loja também poderá fornecer ao cliente uma garantia contratual, que não é obrigatória. Neste caso, o comprador poderá exigir um termo por escrito especificando quais as condições da garantia oferecida.

Para o caso de compras diretas de pessoas físicas, “a garantia é de 30 dias após a compra”, diz Carina. O negócio é regido pelo Código Civil. Se o problema não for resolvido entre as partes, a pessoa que se sentir lesada poderá procurar a Justiça.

Documentação
Outro item que merece atenção por parte do comprador é a documentação. É lá que constarão todas as informações da marca, modelo, ano/modelo, chassi, placa e cor. “É de suma importância o interessado conferir o número do chassi que é gravado no quadro da moto com a documentação. Além disso, os números precisam estar legíveis, o que garante a sua boa procedência”, alerta Portela. O número do chassi é impresso atrás do garfo.

Também é recomendável verificar no Detran se a placa bate com os números do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Outros cuidados são com relação a dívidas ou alienação junto a instituições financeiras, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro obrigatório (DPVAT) etc.

Observe também se a moto possui o manual do proprietário e o livreto de manutenção do veículo. Exija do antigo proprietário estes documentos, que devem ser carimbados com as revisões obrigatórias. Caso o antigo dono diga que perdeu ou que o manual não veio quando ele comprou a moto, o melhor a fazer é desistir da compra, diz Portela. “O manual com todas as revisões mostra um dono cuidadoso. Dê preferência para os que têm os carimbos das revisões.”

(fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/02/veja-dicas-para-comprar-moto-usada.html)

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Nas férias, Moto Honda dá dicas para uma viagem tranquila

Quando chega o período de férias muita gente só pensa em pegar a estrada e curtir o tempo livre. É o momento ideal para estar ao lado de familiares e conhecer lugares diferentes. Pensando nisso, a Moto Honda da Amazônia, com o apoio do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), preparou uma lista de itens necessários para o motociclista revisar antes de realizar uma viagem, e usufruir o passeio com conforto e segurança.

O primeiro passo é observar as informações indicadas no Manual do Proprietário. O motociclista também pode levar a sua moto até uma das concessionárias da rede, para realizar um check-up e a inspeção de 21 itens, entre eles luzes de painel, buzina, setas, manete da embreagem, freio e pneu. Com a revisão de apenas alguns componentes, é possível prevenir problemas em comandos, e assim manter as peças e acessórios em ótimo estado.
Equipamentos que devem ser analisados
Antes de pegar a estrada, o motociclista deve verificar se a calibragem dos pneus está de acordo com as especificações do Manual do Proprietário. Com garupa, em alguns modelos, o pneu traseiro deve receber pressão maior para compensar o peso extra. Além disso, é importante checar a presença de objetos presos, como pregos, cacos de vidros e pedras, bem como observar se algum raio da roda está quebrado.
É necessário também verificar o nível do óleo lubrificante do motor. Caso esteja abaixo do indicado, deve-se preencher ou efetuar a troca completa. É indicado ainda, lavar e lubrificar periodicamente o sistema de transmissão, corrente, coroa e pinhão, ou após o uso da motocicleta em estradas de terra. Atenção com a substituição do filtro de óleo e o filtro de ar, que deve ser limpo periodicamente ou substituído se necessário.
Quando o assunto são os freios, é recomendável verificar se estão devidamente regulados e os cabos dos mesmos lubrificados. Se for hidráulico, deve-se checar o nível de fluído e caso a indicação esteja abaixo do mínino, pode significar vazamento ou desgaste excessivo das pastilhas. Assim, é fundamental levar a uma concessionária para realizar um check-up.
Outro item de grande importância é o sistema elétrico. O usuário deve conferir o funcionamento das luzes (de freio, piscas, lanterna, farol e painel). Qualquer problema nesses itens será considerado infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, correndo o risco de ser multado. Além disso, a falta de iluminação pode comprometer a segurança do condutor.
Para auxiliar o motociclista, a rede de concessionárias Honda conta com profissionais treinados e possui um estoque de peças genuínas para atender às necessidades dos consumidores. Por meio do Serviço Expresso, o cliente tem a sua moto revisada em aproximadamente uma hora, onde são verificados diversos itens como cabos de embreagem e de freio, folga de manetes, desgaste e pressão dos pneus, regulagem da corrente de transmissão, além de verificação do nível de óleo do motor, lâmpadas e o sistema elétrico da motocicleta.
Para garantir o atendimento, é fundamental o cliente agendar um horário na concessionária de sua preferência. Mais informações podem ser obtidas no site www.honda.com.br ou pelo telefone 0800 7013432.
Acessórios indispensáveis
Como bom motociclista, é importante verificar se o capacete está dentro do prazo de validade. Além disso, antes de iniciar a viagem, deve ser ajustado de forma a não ficar apertado nem folgado. A viseira é outro item que exige cuidado: precisa estar sempre limpa e sem riscos.
É recomendável a utilização de roupas na cor clara para facilitar a visão de outros motociclistas e motoristas, principalmente à noite. Já as calças e jaquetas de tecido resistente ou couro são indispensáveis, bem como botas ou sapatos que protejam os pés, luvas e capas de chuva.
Pilotagem segura
Todo motociclista deve ficar atento ao pilotar e evitar os chamados pontos cegos (ou ângulo morto), que são os locais onde o motorista não consegue enxergar a motocicleta, mesmo com a ajuda do espelho retrovisor.
É importante sempre sinalizar a manobra que vai ser realizada, pois permite que tanto os motoristas, quanto os outros motociclistas, antecipem uma reação para evitar acidentes. As manobras devem ser feitas da maneira mais segura possível.
A capacidade de decisão é fundamental para a condução. Numa ultrapassagem, por exemplo, ao decidir fazer uma manobra, deve-se executar com firmeza, rapidez e dentro dos limites de velocidade. Já em locais que há cruzamentos, reduza a velocidade e redobre a atenção, mesmo se estiver na preferencial, para ter tempo hábil para a tomada de decisões seguras.
Um bom motociclista nunca deve exceder as suas habilidades, pois pode aumentar as chances de imprevistos. Assim, é necessário manter uma velocidade condizente com o percurso e o pavimento, além de usar as técnicas de condução adequadas com o local, o momento e as condições de trânsito. Cautela e concentração redobradas também são outros fatores de extrema importância, para que não ocorra nenhum imprevisto durante a viagem.
É recomendável que os motociclistas façam uma parada a cada 90 minutos para movimentar os músculos. Isso ajuda a evitar os efeitos da fadiga e da ação do vento.
O espírito de uma pilotagem com segurança deve fazer parte de toda a viagem. Seguindo essas orientações, utilizando o bom senso e respeito ao próximo, é possível desfrutar de ótimas férias e sentir o prazer em pilotar uma motocicleta.
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Dicas para andar com segurança na chuva

O verão de nosso País tropical e abençoado por Deus não é sinônimo somente de sol, céu azul e praia. Juntamente com a época mais quente do ano, vêm as chuvas. E em grande quantidade. Mesmo que você evite pilotar em dias de chuva, inevitavelmente nesses primeiros meses você será surpreendido por uma tempestade de verão e terá de enfrentar o piso molhado. Mas não precisa se assustar, pilotar na chuva pode não ser tão perigoso assim. Fomos conversar com especialistas que deram dicas para pilotar em piso molhado com segurança, afinal, quem está na chuva é pra se molhar!

Reduza a velocidade
Uma dica é unânime entre os especialistas: com chuva a velocidade precisa ser reduzida, até porque “as primeiras gotas se misturam a alguns detritos e formam uma película que favorece a ocorrência de derrapagem”, alerta José Luiz Terwak, Gerente do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), lembrando que quando a chuva começa toda a sujeira do asfalto se mistura, formando uma “pasta” altamente perigosa para as motos.

“Não há muito segredo. A velocidade deve ser reduzida drasticamente no piso molhado”, sublinha André Azevedo, piloto com 25 participações no Rally Dakar, sendo a primeira em 1988 de moto.

Pneus de “chuva”
Todos os itens da motocicleta são importantes, claro, mas quando se trata de piso molhado, seu maior aliado são os pneus. “O motociclista precisa sempre saber o estado da moto. Suspensão, freios e, principalmente, os pneus devem estar em bom estado”, explica o piloto de testes da Pirelli Caetano Giraldi. Segundo Caetano, o motociclista deve se atentar para os indicadores de profundidade que existem nos pneus — também conhecido como T.W.I. (tread wear indicator = índice de desgaste do pneu). O T.W.I. indica a profundidade mínima dos sulcos dos pneus. Os sulcos são responsáveis pelo escoamento da água que se acumula no piso, portanto é fundamental para pilotar com segurança no piso molhado. Outra dica importante é sempre manter a calibragem de acordo com as recomendações do fabricante da motocicleta.

O experiente piloto de testes afirma que é bastante improvável que a moto passe por uma situação de aquaplanagem. “Em estradas, uma dica é seguir o rastro deixado pelos pneus dos carros, pois assim se evita poças d’água”, revela. Além disso, onde os pneus de carros e caminhões trafegam o asfalto, em geral, é livre de sujeira e óleo.

Anteveja as situações
Ao pilotar qualquer veículo a atenção deve ser redobrada. Quando se trata de uma moto e com piso molhado, a necessidade de antever as situações é determinante. “Adote uma postura de pilotagem defensiva de acordo com a sigla: PIPDE: Procurar “mantenha atenção a tudo que está ao seu redor”; Identificar “acostume-se aos riscos”; Prever “atenção constante às mudanças”; Decidir “escolha o menor risco”; Executar “realizar a manobra com determinação e rapidez”, ensina Terwak.

Antevendo as situações você evitará frenagens bruscas, um dos maiores riscos quando se pilota sobre o piso molhado. A dica é sempre frear com cautela e sem pressionar bruscamente o manete ou o pedal de freio. “Utilize primeiramente o freio traseiro e, em seguida, o dianteiro. Para que a transferência de peso seja feita de forma mais suave, evitando derrapagens”, esclarece Terwak.

Além de seguir estas dicas, fique atento a tudo que houver no asfalto, pois “placas de metal, faixas pintadas e tudo que envolve perda de aderência, complica a pilotagem na chuva”, adverte Giraldi. Em curvas, o melhor a se fazer é manter a moto de “pé”, o menos inclinada possível. Para contornar uma curva com segurança procure deslocar o corpo para o lado de dentro da curva, mas sem inclinar muito a moto.

Equipamentos
“Vejo por todos os lugares pilotos sem os equipamentos corretos, isso é muito perigoso. Na cidade e com chuva os motociclistas têm que estar muito bem equipados”, conta André Azevedo que, além de piloto profissional, dá palestras sobre segurança no trânsito em sua cidade, São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Quando questionado sobre a importância dos equipamentos de segurança, José Luiz Terwak é categórico. “Não há como improvisar em questões de segurança. A improvisação é perigosa, além de ser ineficiente”. Mas o que é imprescindível para se pilotar com chuva? “Um capacete com viseira limpa e sem riscos, conjunto impermeável composto de calça, jaqueta, luva e bota”, completa.

Por fim, mas não menos importante, cuide da viseira do seu capacete. O motociclista pode aplicar um produto do lado externo para impedir o acúmulo de água de chuva. Por dentro, é aconselhável usar um anti embaçante.

Quando a chuva vira tempestade
A primeira recomendação dos especialistas é esperar a tempestade passar. “Além de ampliar a distância entre os veículos, se possível, é recomendado aguardar o tempo necessário para que a chuva “lave” a pista”, aconselha Terwak. Além de dificultar a visibilidade de todos os motoristas e motociclistas, uma chuva muito forte pode esconder os perigos do asfalto. “Uma poça pode ter 7 cm ou 70 cm de profundidade. Por isso, assim como no Dakar, prefiro descer da moto e passar empurrando”, ensina Azevedo.

10 dicas para você apenas se molhar
1. Diminua drasticamente a velocidade
2. Mantenha pneus em bom estado. Calibre-os semanalmente seguindo as recomendações do fabricante de sua motocicleta
3. Não economize com equipamentos. O uso de equipamento completo pode salvar sua vida em caso de queda
4. Em estradas, trafegue no rastro dos pneus dos veículos que estão à frente. Com essa atitude, o motociclista encontrará menos sujeira no caminho
5. Não passe em poças d’água, ou em qualquer lugar que não permita a visualização do asfalto
6. Freie e acelere com muita cautela. Comece a frenagem com o freio de trás e, aos poucos, use o freio dianteiro. Nas saídas de curva, acelere pouco e mantenha a moto o menos inclinada possível
7. Mantenha uma distância maior dos demais veículos na chuva. O tempo de reação é fundamental para evitar uma colisão – ainda mais em piso molhado
8. Se a chuva virar uma tempestade, o melhor é esperar em um local seguro até o volume de água diminuir
9. A viseira é um item que exige cuidado de manutenção: precisa estar sempre limpa e sem riscos
10. Ande sempre com o farol aceso, mesmo de dia. Além de ser lei, a iluminação ajuda outros veículos a lhe enxergar na chuva

Fonte: Agência Infomoto

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